Movimentos sociais fizeram neste domingo, 30, um ato esvaziado em São Paulo contra o projeto de anistia aos envolvidos nos eventos de 8/1 em Brasília.

Os organizadores e políticos presentes não fizeram estimativa de público e minimizaram eventuais comparações com a manifestação pró anistia no Rio de Janeiro com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Deputados de direita como o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante; ironizaram o ato na capital paulista.

O deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) liderou o ato, que começou na Avenida Paulista e se deslocou até a antiga sede do Doi-Codi.

Não estiveram presentes presidentes nacionais de partidos de esquerda, ministros ou governadores.

‘A direita tem tido mais capacidade de mobilização, mas tem o o apoio de segmentos religiosos e patrocínios. Esse é um ato da esquerda consciente que cumpre um papel importante”, disse à CNN o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP).

As palavras de ordem se concentraram em pregar contra a anistia e a prisão para Bolsonaro, mas faixas e discursos também defenderem o fim da escala 6X1, que é uma bandeira da esquerda.

O ato foi organizado pela Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo, que reúnem organizações como MTST, MST, UNE e CMP.

Para Guilherme Boulos, o tamanho do ato não é a principal preocupação.

“A questão não é o público. Não podemos deixar as ruas para o bolsonarismo”, disse o deputado à CNN.

“Não podemos cair na armadilha bolsonarista de comparar a anistia aos golpistas com a anistia de 1979”, completou o parlamentar.

O mote “sem anistia” dividiu setores da esquerda.

“Seria melhor usar ‘sem perdão’ para golpistas. Esse mote pode confundir a população e parte da esquerda”, disse à CNN o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, que defendeu presos poéticos na ditadura e atuou no movimento pró anistia no fim dos anos 1970.



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